had my last genetics class with teacher angélica today
it was on epigenetics, which is a subject i’m really interested in and that is the current “future of medicine” or something (it’s absolutely fascinating)
i really liked her classes and she was like super fucking smart but boy i sure am glad to not have to depend on a raging, religious fanatic homophobe for grades anymore lmao

Tô participando de uma liga na faculdade (Liga de Saúde e Marginalização Social, ou LASMaS), que tipo, tem membros de várias universidades de curitiba da área da saúde e que se reúne quinzenalmente para discutir o acesso à saúde e à qualidade de vida de diversas populações marginalizadas (população negra, carcerária, LGBT, indígena etc).

Tô achando mega legal, hoje teve o segundo encontro da liga e sinto que vou aproveitar bastante o meu tempo lá, tanto pela galera ser toda muito legal quanto pelo meu aprendizado profissional e pessoal. Porque, né, infelizmente as ciências da saúde ainda não abordam essas questões de marginalização social (que influenciam muito a saúde de grande parcela da população) de forma muito abrangente durante a graduação, e o próprio conceito do que é saúde ainda é algo que não é abordado de forma satisfatória (tipo, a gente definir “saúde” como “ausência de doença ” é simplesmente… pobre, no mínimo, e muito provavelmente completamente errado). A formação do profissional da saúde é muito mais focada na doença do que na saúde, ironicamente.

Enfim, minha experiência universitária está sendo bem satisfatória até agora, mesmo sendo absolutamente exaustiva (tenho prova de biologia celular na terça-feira e provavelmente vou me dar muito mal pqp que tensão da porra). Só agora que eu estou realmente aqui, e não apenas sonhando em talvez ser médica no futuro, é que eu tenho noção da dimensão total dessa responsabilidade de ser um profissional da saúde, principalmente no momento atual do país. É bem desafiador e me causa certa ansiedade, mas acho que consigo dar conta disso, tenho um apoio muito grande tanto aqui em Curitiba com os meus novos colegas quanto com o pessoal que eu deixei lá em São Paulo (além da galera da Internet com a qual não tenho tido tanto contato nos últimos tempos mas que ainda considero parte importante da minha rede de suporte emocional).